No dia seguinte, Vane estava em um avião seguindo para Roma.
E essa viagem a fez perceber como tinha pouco controle sobre a própria vida.
Uma vida já ocupada por outra mulher. Alguém que nunca esteve realmente fora dos pensamentos de Zac, mesmo enquanto ele me amava. Alguém que ele mal pode esperar para reencontrar...
Como ela demonstrava estar inquieta, ele a olhou.
- Alguma coisa errada?
- Estava aqui pensando... Vou poder mandar trazer minhas roupas?
Ele levantou as sobrancelhas.
- Por quê?
- Porque não posso ficar apenas com as poucas coisas que levei para a Escócia.
- Você não vai precisar. - Ele fez uma pausa. - Podem ser jogadas fora. Amanhã eu levo você para fazer compras.
- Mas isso é totalmente desnecessário. Prefiro as minhas coisas.
- Pertencem ao passado, Vanessa. Você não é mais uma criança, mas minha esposa, a condessa Efron, e vai se vestir de acordo.
- Mas isso é temporário. Como sempre foi. E o fato de termos feito sexo não muda nada.
- Não? - Havia um tom áspero na voz dele. -Achei que mudasse. Mas vejo que foi ingenuidade minha. -Não, ela pensou sem olhar para ele. - No entanto, você vai se vestir de acordo com o seu status - ele acrescentou. - E também para me agradar. E é por isso que pretendo supervisionar suas compras pessoalmente.
- Como você quiser. - Ela calou-se por um instante. - O que as pessoas vão pensar quando você de repente aparecer comigo, depois de três anos vivendo como solteiro? -Acima de tudo, o que sua outra mulher vai pensar? E como você pode fazer isso com ela?
- Pessoas? - ele perguntou bruscamente. - As pessoas podem pensar o que quiserem. A opinião delas não me preocupa.
A arrogância suprema.
- E eu estou sendo arrastada para a Itália, onde eu não sei nem falar a língua nativa?
- Vou marcar aulas para você.
- Não imagino que eu vá ficar tempo suficiente para justificar o gasto.
- Mas a habilidade de falar uma língua estrangeira é sempre uma vantagem. - Ele sorriu. - Agora, se você me dá licença, tenho trabalho a fazer. - E ele tirou alguns papéis da pasta.
Ela olhou para a própria mão, observando o brilho do anel de safira que estava novamente usando.
Mas o que seria do anel... e dela... quando o desejo dele terminasse? Que tipo de solidão a esperava?
Ela sabia que deveria ficar mais preocupada com o futuro imediato. Uma vida dolorosa. Onde teria de ser cega, surda e muda para sobreviver.
Zac recolocou os papéis na pasta e pegou a mão dela, levando-a gentilmente até os lábios. Depois a manteve firmemente presa à sua quando a aterrissagem em Roma foi anunciada.
Não significava nada. Ele provavelmente pensou que ela estivesse nervosa por causa do pouso do avião, e estava... agradecida. Era isso. Não era? Não era?
E foi esse simples gesto que a fez entender que estava apaixonada por ele. Totalmente apaixonada.
Um amor, ela pensou, atordoada, que tinha provavelmente começado havia muito mais tempo do que ousava admitir.
Um amor que tentara negar com toda sua força durante três anos.
Eu dizia a mim mesma que não gostava dele, ela percebeu angustiada, porque estava assustada demais para admitir como ele realmente fazia eu me sentir. E era jovem demais para lidar com isso.
Não queria pertencer completamente a ninguém como eu sabia que pertenceria a ele porque achava que não estava pronta para isso. Não queria me tornar parte da vida dele porque já sabia que Zac podia ter o poder para me destruir se eu me aproximasse demais.
Por isso, era infinitamente mais fácil apegar-me a Simon.
Mas não tinha dado certo.
E agora sua única escolha era preparar-se para ter o coração partido, como sempre temera.
E tudo isso só porque ele pegou minha mão e segurou-a...
Comentem!!!
Eu só vou poder postar aos fins-de-semana pois as minhas aulas começaram e eu tenho de me aplicar!!